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Crise - papel da mulher
07/03/2004
Autor: Dr. Eduardo Benini 
 
"Se uma mulher consegue decidir qual filho vai ficar com a bala, ela é capaz de negociar qualquer contrato financeiro do mundo." - Anita Roddick, dona da rede de lojas "The Body Shop", ao explicar como a sabedoria doméstica pode ser aplicada no mundo dos negócios, em uma conferência em São Paulo.

Apesar das correntes atuais de igualar as atribuições de homens e mulheres, ainda, culturalmente, se observam diferenças marcantes que deveriam ser melhor exploradas pelas empresas em geral.

O homem tem mais dificuldade em mostrar os sentimentos que a mulher, à quem é permitido ser frágil, chorar, deprimir, enfim exteriorizar suas emoções. O homem precisa ser forte, insensível, e capaz de resolver suas crises sem se alterar. Isto é cultural e "empurrado" cérebro adentro durante a educação.

Vemos então, que as somatizações (alterações e manifestações físicas de transtornos psíquicos), são muito mais comuns no homem que na mulher, pois assim ele esta amparado na medicina clínica e não nas "frescuras" psicológicas. Demoram mais a procurar psiquiatra ou psicólogo, se é que procuram. Sem dúvida meu consultório tem muito mais pacientes do sexo feminino que do masculino. Isto é fato.

Culturalmente o homem é visto como provedor da família, portanto em épocas de crise econômica, em que aumenta o número de demissões, falências e fracassos financeiros, ou ainda, na situação econômica atual, onde todos perderam renda, via de regra o provedor joga a culpa de suas frustrações nos próprios ombros, enxergando os fatos como incapacidade de prover, fracasso pessoal, fraqueza ou morte simbólica, caindo facilmente em crise depressiva, podendo chegar até ao suicídio, como é comum observar em culturas orientais.

A mulher, na maioria da vezes, tem dupla jornada, em casa e no trabalho, tendo que solucionar crises todos os dias, tanto em casa, como fora dela, sejam elas familiares ou profissionais. Lidam com conflitos afetivos sérios e profundos, litígios que parecem montanhas intransponíveis, disputas familiares, além de ser seu, o papel de colocar "panos quentes" em todos os conflitos. Usam sua intuição aguçada e natural, sempre achando uma solução, mesmo que não seja a ideal, porém o incêndio está apagado.

Podemos concluir que, o homem, de modo geral, lida mal com as crises materiais e financeiras, mesmo que seu pensamento seja mais racional. Como quis dizer Anita Roddick, no início deste artigo, a mulher deveria ser mais e melhor aproveitada na condução de empresas e negócios, principalmente em época de crise. Ela está mais bem preparada para organizar, sanear, solucionar e sair fortalecida de períodos em que precisamos lidar melhor com os sentimentos de frustração que, automaticamente, sobrevem nestas ocasiões.

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